
É... acho que uma das curiosidades era conhecer um pouco da arquitetura de época e as igrejas aqui são realmente facinantes.... segue a primeira que me deparei na minha primeira caminhada !




Família, eta momento difícil, Festinha de Boa Viagem, pq despedida parece funeral... hehehhe. O ... momentos, principalmente essa morena que aparece em várias fotos, essa coisinha maravilhosa que me acompanha por 3 anos e se Deus quiser me acompanhará pelo resto de nossas vidas !É galera, como o tempo passou rápido, parece que foi ontem o dia em que eu cheguei aí na sala, sempre calado, fazendo o trabalho e aos poucos me soltando, até que um certo momento eu já estava brincando com todos ! Não sei se vocês lembram, mas cada dia que passava eu cortava um dia no calendário e assim se passava o ano. Isso tudo porque o projeto de estudar fora do país era o que falava mais alto ! Mas... caramba, eu nunca iria achar que se despedir seria tão difícil, e como foi difícil ! Neste momento estou me sentindo como se estivesse deixando minha família pra trás, família qual eu convivia mais do que com minha família biológica, família que sempre esteve do meu lado, inclusive na briga para que eu não saísse da sala, "Lembra Érika? O dia em que me ajoelhei e te pedi para não deixar eu sair dali ? Foi brincando o fato de se ajoelhar, mas no final era bem sério !" É uma pena as vezes o fato da vida ser montada em ciclos, etapas. Pois às vezes acaba uma etapa que por um momento no final, na hora da despedida eu bem queria que continuasse, mas meu objetivo de ser alguém realmente nesta vida são maiores e infelizmente tenho que finalizar este ciclo agora para conquistar outro. Mas ainda bem que é apenas o ciclo de convivência direta e não deixar de falar com vcs, pois cada um de vocês tem um espaço reservado aqui no meu coração ! Foi muito especial e grandioso trabalhar nesta equipe e conhecer vocês, não digo pelo trabalho em si, mas pelo convívio com vcs, pessoas completamente distintas uma das outras, Rosi, nem falo nada, um MÃE MARAVILHOSA, pessoa linda e gentil, sempre animando o ambiente e nunca deixando a peteca cair, mesmo com seus problemas ! Cris, nem se fala tb, mulher forte de punho, que infelizmente acabou perdendo uma posição profissional mais pomposa e veio pra MKT. Por opção? Que nada, por necessidade, mas a garra de uma mulher batalhadora está dentro dela e com certeza vai estar assumindo logo logo uma liderança aí na Equipe e mais tarde terá outros horizontes. Erika, uma menina do interior disposta a passar por qualquer coisa para vencer na vida e constituir uma família dos sonhos, te admiro menina, veio lá de Calçado, deixou sua casa para dividir uma moradia em Campos e trabalhar em Macaé, isso tudo só... mas só para conquistar seus objetivos. Miguez, parceiro, vc é bom pra kcete, ninguém tem dúvida disso, só não precisa falar toda hora que a gente já sabe. =D ... Um Paizão tb, cuida da família como um Rei briga pelo seu povo. Agora meu parceiro Silvano, cara.... sem palavras contigo né meu consultor ? Porra, eu te devo muita grana, mas MUITA GRANA MESMO, pois todos os toques que vc me deu, vão servir pro resto de minha vida, e ó, lembre-se... VAI SER UM PRAZER TRABALHAR PRA VC !!!! Hehehhehe... Cara, seu lugar é no pódio, vc é SINISTRO, inteligente pacas ! Um grande Irmão !
Bem resumindo, pq meu teclado já está todo molhado !
Vcs são D+ e não quero mesmo esquecer vcs, afinal amigos são para sempre e eu sempre serei o COCOTA, mesmo usando saia na Irlanda !
Att;
Vinicius


Climas de sonho, em cenários esfumaçados. A Irlanda é assim. A culpa é da luz macia, avessa a contornos nítidos. Não que falte cor ao país. Pelo contrário, ela está presente no verde dos prados, na exuberância das flores, nas fachadinhas em tons de rosa e amarelo, no bege da carneirada, no vermelho da cabeleira das meninas sardentas. Mas quando se vê a lua cheia nascer entre as nuvens, nas ruínas de um castelo roído pelo tempo, é impossível deixar de pensar que a beleza deste país é como a daquelas mulheres que mais sugerem do que exibem. A Irlanda é uma descoberta. E que descoberta!
A ilha mágica
Nada poderia ser mais diferente de uma nação nova como o Brasil do que um país que conheceu seu auge, em poder e influência, durante a Idade Média. É o caso da Irlanda, onde cada pedrinha tem 1500 anos de tradição. Durante a Alta Idade Média (até por volta do ano 1200), os mosteiros e abadias irlandeses ficaram famosos em toda a Europa, como centros onde se louvava a Deus com mais capricho até do que em Roma. Seus restos estão hoje por toda a parte, entre vales encobertos por farrapos de névoa e montanhas perdidas em brumas, ainda mais intrigantes quando ao lado se ergue um cemitério meio abandonado, cheio de lápides de pedra e cruzes celtas desalinhadas.
É, a Irlanda tem clima. É fácil descobrir por que ela deu origem a uma das mitologias mais ricas da Europa. Foi dali que vieram as histórias das fadas que voam, dos duendes que carregam potes de ouro, dos espíritos femininos que trazem desgraça a quem os vê nas noites sem lua. Muitos desses contos vêm do tempo dos celtas, os primeiros habitantes da Irlanda, que legaram sua língua, seus bardos e seu talento para contar histórias. Deixaram, também, muitos vestígios de sua civilização, sob a forma de monumentos megalíticos, como menires iguais aos de Asterix, círculos de pedra como o de Stonehenge e dólmens em formato de mesa, que na origem eram homenagens aos mortos e hoje viraram centros de peregrinação, visitados por místicos de todos os quadrantes. O melhor lugar para ver esses monumentos de pedra são as partes mais desabitadas do litoral oeste irlandês, sobretudo as deslumbrantes penínsulas de Connemara e Dingle, onde até hoje se fala mais gaélico do que inglês.
Diz-se que a Irlanda também deve aos celtas outra de suas grandes qualidades: o ouvido musical impressionante. A música que se faz no país tem basicamente duas vertentes, bem diferentes entre si. A mais familiar tem ritmo vigoroso, é conduzida por um violino endiabrado que parece fundo musical de desenho animado e basta ouvi-la para saber de onde veio a música country americana. A outra é aquela música esfumaçada e etérea popularizada pela cantora Enya, que adora alardear suas raízes celtas. E há ainda o bom o e velho rock'n'roll, que na Irlanda gerou astros como o U2, Sinead O'Connor e Van Morrison, sem falar no pop melosinho dos Cranberries.
Mas não é só. Quem explorar a parte central da Irlanda, às margens do Rio Shannon, vai até enjoar de tanto ver castelos e torres meio arruinadas, que pontilham o verde irlandês com suas linhas austeras, manchadas pelo musgo dos séculos. Nada a ver com o esplendor dos castelos franceses: a Irlanda não é dada a rendas ou fricotes - e lá é mais fácil pensar em armaduras e lutas com invasores vikings do que em perucas e minuetos da corte. Nas muralhas do castelo de Bunratty, por exemplo, nas redondezas da cidade de Limerick (hoje transformado numa espécie de medievalândia, com direito a banquete feudal, recepcionistas em trajes típicos e aldeia de época), ainda dá para ver os pontos por onde os antigos barões se deleitavam em derramar óleo fervente na cabeça dos bárbaros invasores.
Sim, os irlandeses eram briguentos, e esse foi um dos motivos pelo qual o país foi ficando para trás na história, até estabelecer-se como a mais pobre das nações européias - um triste celeiro de mão-de-obra barata. A mais danosa de todas as brigas foi a que separou, ao longo dos séculos, católicos e protestantes. Por menos que se saiba sobre a Irlanda, de uma coisa todo mundo já ouviu falar: o IRA, ou Irish Republican Army, organização armada terrorista que vive disparando bombas pela ilha toda, certo? Errado. Primeiro, porque faz tempo que o IRA não dispara um único estalinho. Segundo, porque eles não atuam na República da Irlanda - ou seja, o pedaço da Irlanda que é independente e tem a cidade de Dublin por capital. O IRA só atua (e hoje, felizmente, pouco) na Irlanda do Norte, o pedacinho do território irlandês que ainda pertence à Inglaterra e cuja capital é Belfast, tão separado da República da Irlanda quanto o Paraguai da Argentina.
Inimigo no quintal
Para entender direito o IRA, é preciso recuar séculos na história, até a época em que São Patrício converteu ao cristianismo os reis celtas da Irlanda, usando o trevo para explicar o inexplicável - ou seja, o mistério da Santíssima Trindade, dogma da igreja católica que reza que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três, mas na verdade não passam de um só. Desde que São Patrício realizou esse pequeno milagre, no século 5, a Irlanda adotou o trevo como símbolo nacional e se tornou um caso severo de catolicismo agudo - tão agudo que, até três anos atrás, ainda não tinha divórcio.
A questão religiosa passou a ter importância por causa dos ingleses, que invadiram a Irlanda lá pelo ano 1200. No começo, todos eram católicos e o domínio inglês nem era tão feroz assim. Mas, quando o rei Henrique VIII e sua filha Elizabeth I transformaram a Inglaterra num império anglicano, a questão do catolicismo esquentou. Para os ingleses, a Irlanda católica virou uma espécie de inimigo no quintal de casa, sempre pronta a se aliar a suas maiores rivais, as também católicas Espanha e França. Neutralizá-la virou questão de honra - e, com isso, as terras dos católicos irlandeses foram desapropriadas e seus proprietários, substituídos por protestantes ingleses. E não só: católicos foram proibidos de exercer a religião, de ingressar no exército e até de freqüentar escolas - tudo à custa de uma repressão cruel.
Enquanto os católicos empobreciam, os protestantes prosperavam. Concentrados no norte do país, eram tão bem tratados por Londres que a região logo se tornou a mais próspera e industrializada da Irlanda. Em meados do século passado, quando até os próprios ingleses se deram conta de que era preciso dar autonomia à Irlanda, quem mais esperneou foi a minoria protestante nortista. Tanto, que conseguiu retardar a independência irlandesa em pelo menos 40 anos, dando margem ao surgimento do IRA, uma organização paramilitar que visava justamente apressar a independência do país.
O tigre celta
Quando ela veio, em 1949, o norte simplesmente se recusou a se separar, e desde então o IRA vem lutando para reunificar a Irlanda. Em linguagem local, toda essa confusão é conhecida pela expressão "The Troubles", ou "O Problema" - uma encrenca que gerou mortes, injustiças e um bom números de filmes, como Em Nome do Pai e Traídos pelo Desejo (assista, se quiser saber mais sobre as questões políticas da Irlanda).
Hoje os Troubles estão sob controle, embora ninguém possa garantir que isso vá durar para sempre. Um dos motivos é a fase de progresso sem precedentes que a Irlanda atravessa, em decorrência da chuva de eurodólares derramada pela Comunidade Européia. O país inteiro está em reforma. Nas estradas, é difícil dirigir por mais de uma hora sem encontrar obras de recuperação. Depois de cinco anos crescendo a taxas de 9% ao ano, a economia irlandesa anda tão bem que o país ganhou o apelido de Celtic Tiger, à semelhança dos Tigres Asiáticos. O salto para a frente é decorrência da indústria de telecomunicações e alta tecnologia: a Irlanda é hoje o segundo maior exportador de softwares do mundo, perdendo só para os Estados Unidos. E é por isso que, de reserva de mão-de-obra, passou a atrair imigrantes, a ponto de achar uma casa para alugar em Dublin ser hoje tarefa para dois a três meses.
Sorte, porque isso vem tornando Dublin uma cidade cosmopolita, onde se pode ouvir línguas de toda a Europa, incluindo português com sotaque lisboeta. A cidade, que começou como uma aldeola pantanosa fundada por invasores vikings, foi ganhando em graça ao longo dos séculos e hoje tem muitos monumentos históricos e a fama de possuir algo como 1000 pubs e um número parecido de livrarias. Essa influência literária pode ser considerada um fruto da gigantesca biblioteca do Trinity College, a antiquíssima universidade local, que tem mais de três milhões de volumes. É quase um museu inteiro só de livros, e que qualquer um pode visitar.
Cortada ao meio pelo Rio Liffey, Dublin é mais elegante ao sul e mais boêmia ao norte, onde ficam a sede da cervejaria Guinness e a ex-sede da destilaria Jameson, a mais famosa marca de Irish whiskey. Mas, apesar desses ícones, a cidade preferiu eleger como seu símbolo uma vendedora ambulante de peixes do século passado, chamada Molly Malone, que ganhou até estátua na rua das butiques chiques, a Grafton Street. Molly foi homenageada em trajes tão sumários que ganhou a alcunha de tart with the cart (algo como "a piranha do carrinho"). Outros monumentos famosos da cidade também têm apelido, como a ponte Ha'penny (de half penny, meio centavo, que era o preço do pedágio), que ganhou o cognome shiver on the river (ou 'arrepio no rio') porque chacoalha um bocado.
Se você está achando os irlandeses irreverentes, saiba que eles são mesmo. Quase todos pertencem àquela estirpe de gente que perde o amigo, mas não perde a piada - e muito se orgulha disso. O amor irlandês pelas frases de efeito, que tem sua expressão máxima no escritor Oscar Wilde ("experiência é o nome que damos aos nossos erros", escreveu ele certa vez), é tanto que eles inventaram até uma mitologia a esse respeito. Diz-se que quem beijar a Pedra de Blarney (uma pedra mesmo, que fica no castelo do mesmo nome, perto da cidade de Cork) ganha dos deuses o gift of the gab, ou o dom da conversação. O tal beijo obriga a um certo contorcionismo: é preciso deitar-se no chão e atirar a cabeça para trás, para acertar a pedra. Mas eles garantem que quem o fizer jamais ficará entalado por falta da palavra adequada - seja ela de escárnio ou de elogio. Valeria a pena vir até a Irlanda nem que fosse só por causa disso.